terça-feira, 19 de junho de 2012

Já?

Como é bom se sentir desconfortável e desfuncional pelo fato de possuir tempo.
A curiosa atividade do 'nada fazer' carrega consigo um quê de cobrança e satisfação absurdos, e a inevitável comparação com o resto do mundo no que tange às atividades realizadas em um determinado espaço de tempo é um tanto quanto prazerosa.
Como pude me desacostumar dos pensamentos compartilhados com o meu travesseiro durante horas após o sonar do alarme despertador? Assim como dos atrasos por conta dos lençóis movediços que permeiam a minha cama e minha preguiça ao longo do dia? Numa tentativa de mensuração, arrisco dizer que dentro dos 365 no máximo 15 são utlizados para este tipo de deleite...
Não havia experimentado há tempos, em absoluto, o gostoso desespero do 'escrever um texto às pressas' por conta de um horário marcado no consultório dentário (no qual bato cartão no período de duas dezenas de dias por volta de dois anos) ou por algum compromisso ordinário qualquer. Confesso, estou adorando e não vejo a hora de sentir falta.

São em momentos como estes que se percebe o quanto uma Universidade em greve pode balançar a vida de um terráquio...

P.s. Gracias a quem me fez reavivar este espacinho virtual. (V. fugaz)

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