sexta-feira, 4 de março de 2011

Pêlo amor de Deus!

Deve ser chato ser um pêlo de axila.
Ainda mais nesta época do ano... vai dizer que, por exemplo, a maioria das fantasias de passista das escolas de samba é confortável? Ou melhor... 'axilamente confortável'?
Hoje, no banho, tive reflexões sobre. Senti-me sufocado só de pensar no cotidiano desses filamentos particulares.
Imaginem só, viver coberto por uma fragrância que nem sabem se te agrada, e nos poucos momentos livres dela estar sendo esfregado por esponjas dotadas de mais substâncias, e de forma nada delicada. Puseram-se no lugar? Desodorante - banho, banho - desodorante.
Claro que não se pode generalizar. Há pessoas que cuidam deles de forma maternal, deixando-os livres de toda e qualquer substância química que os possa sufocar ou de forma decisiva, cortando-os por suas raízes e deixando a axila desorientada, nua e solitária - ainda há quem duvide do poder dos 'prestobarbas' e da malígna cera quente? - por caprichos ou fetiches estéticos.
Meu coração partiu-se quando me veio à mente os momentos em que os desodorantes transbordam em excesso e cristalizam os benditos em cristais brancos e grudentos... superincômodos às roupas humanas, assim como as vezes em que os pelinhos se afogam em meio à intrusos de outra fisiologia querendo roubarem o espaço em meio ao mar 'roll on'. É chato se deparar com intrusos numa situação de tamanho incômodo e quase assassinato.
Normalmente temos confiança nos lugares em que estamos vivendo, habitando ou residindo. Mas, IMAGINE, quando esse lugar lança moléculas de odores nada agradáveis em forma de suor e nós somos obrigados a contactá-las sem chances de escape ou fuga... O espaço entre a axila e as camisas que vestimos não merece esse nome. É desumano.
Entre fisiologias totalmente distinas e imprevisíveis, proporcionadoras de momentos des ou agradáveis, entre muito suor e pouco suor, entre a distintas marcas e qualidades dos desodorantes nacionais e internacionais, entre choques mecânicos inesperados, entre 'gorduras braçais' dos mais variados tamanhos sobre/vivem (ou não) os pêlos axilares.

Tenho poucos, graças à carga genética que carrego.

Um ótimo carnaval, consciente!

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bloginning

Ok.Não sei...
 Para a primeira postagem num blog seria clichê demais dizer que sou uma pessoa que gosta de escrever, que quer um espaço para expor seus feitos, que extravasa e relaxa quando escreve e tal.
 Pulando a parte da apresentação sobre mim que, creio eu, já se encontra debaixo da foto que compreende a face da minha pessoa entubada em mais ou menos dois centímetros quadrados no canto direito de sua tela, as razões pelas quais decidi ter um blog ainda devem esperar serem encontradas por mim. Sei que fiz.
 É tão intrigante visitar e, principalmente, ler os escritos do blog de uma pessoa qualquer - principalmente uma que conheço -. Eu acho. Pelo menos no meu caso que escrevo do jeito que não falo, falo do jeito que não escrevo, não escrevo do jeito que falo nem muito menos falo do jeito que escrevo, a não ser nas janelas do messenger. Vem a ser uma maneira de lidar com as outras expressões que alguém pode oferecer e de imaginar a situação/motivo/porquê na qual o escrito foi escrito.
 Enfim, deixarei que este outro futuro vício informacional me sirva com o que de bom ele pode me oferecer, assim como os queridos que, aqui, compartilharem algo comigo.

P.s. Acabo de confirmar a hipótese de que pensar em fazer um texto legal para compor a primeira postagem de um blog não funciona ... Lançar varas objetivando fisgar ideias e razões boas que possam formar um texto é demais para nosso mar morto encefálico.


Hasta!